0

A Folha de Òsùmàré

A árvore do Akoko é uma das mais importantes e sagradas do culto aos Deuses Africanos.

A folha do Akoko chegou ao Brasil por meio dos africanos que aqui aportaram e perpetuaram a sua cultura. Seu nome científico é Newboldia Laevis. Embora não seja uma árvore nativa do nosso País, é comum encontrar árvores de Akoko nos Terreiros de Candomblé do Brasil, sendo que suas folhas e tronco são indispensáveis para a nossa religião.

As folhas de Akoko são tão importantes, que são utilizadas para consagrar os títulos honoríficos e religiosos que os seguidores do Candomblé recebem. Uma antiga cantiga yorùbá, versa que não há título sem Akoko. Em outra cantiga diz que a consagração do título ocorre por meio das folhas de Akoko (Akoko Ewe Oye Akoko, Ewe Oye Ni….). Outra cantiga fala da ligação da sagrada ave Agbe com a árvore de Akoko, explicando a ligação dela com os títulos.

As folhas de Akoko são utilizadas em diversos rituais, bem como, o seu tronco. Os seus galhos possuem uma forte ligação com os ancestrais, uma cantiga discorre sobre isso “Olorun Olopa….”. Nesse caso, “Olopá” faz alusão aos galhos consagrados de Akoko para os ancestrais.

Há ainda, Divindades que moram aos pés dessa árvore. Na África, por exemplo, existem assentamentos de Ògún, o Deus Guerreiro, aos pés dessa árvore.

Não podemos aqui, falar sobre todas as utilidades da Árvore, Folhas, Tronco e Galhos do Akoko, mas, à exemplo do Igi Ope (Dendezeiro) é uma árvore que no Candomblé, todas as suas partes possuem uma importante função.

O Terreiro de Òsùmàrè espera ter contribuído um pouco, para o esclarecimento dos temas relacionados ao nosso Candomblé.

Que Òsùmàrè Araka abençoe todos com paz, saúde e felicidades

A árvore do Akoko é uma das mais importantes e sagradas do culto aos Deuses Africanos. A folha do Akoko chegou ao Brasil por meio dos africanos que aqui aportaram e perpetuaram a sua cultura. Seu nome científico é Newboldia Laevis. Embora não seja uma árvore nativa do nosso País, é comum encontrar árvores de Akoko nos Terreiros de Candomblé do Brasil, sendo que suas folhas e tronco são indispensáveis para a nossa religião. As folhas de Akoko são tão importantes, que são utilizadas para consagrar os títulos honoríficos e religiosos que os seguidores do Candomblé recebem. Uma antiga cantiga yorùbá, versa que não há título sem Akoko. Em outra cantiga diz que a consagração do título ocorre por meio das folhas de Akoko (Akoko Ewe Oye Akoko, Ewe Oye Ni....). Outra cantiga fala da ligação da sagrada ave Agbe com a árvore de Akoko, explicando a ligação dela com os títulos. As folhas de Akoko são utilizadas em diversos rituais, bem como, o seu tronco. Os seus galhos possuem uma forte ligação com os ancestrais, uma cantiga discorre sobre isso “Olorun Olopa....”. Nesse caso, “Olopá” faz alusão aos galhos consagrados de Akoko para os ancestrais. Há ainda, Divindades que moram aos pés dessa árvore. Na África, por exemplo, existem assentamentos de Ògún, o Deus Guerreiro, aos pés dessa árvore. Não podemos aqui, falar sobre todas as utilidades da Árvore, Folhas, Tronco e Galhos do Akoko, mas, à exemplo do Igi Ope (Dendezeiro) é uma árvore que no Candomblé, todas as suas partes possuem uma importante função. O Terreiro de Òsùmàrè espera ter contribuído um pouco, para o esclarecimento dos temas relacionados ao nosso Candomblé. Que Òsùmàrè Araka abençoe todos com paz, saúde e felicidades!!!

Newboldia Laevis. Embora não seja uma árvore nativa do nosso País, é comum encontrar árvores de Akoko

Imagem
0

Ritual do Òrìsà Obàlúwayé

10560502_764033393619901_5055880594278105378_oCompartilhando cultura!!
Em continuidade as postagem que tem por objetivo, esclarecer/disseminar importantes temas relacionados a Religião dos Deuses Africanos, vamos falar um pouco hoje sobre o cuidado com o Sa’gbeje, um importante ritual relacionado ao culto ao Òrìṣà Ọbaluwaye.

A palavra Sagbeje, pode ser traduzida da seguinte forma: Sa (passear), Agbe (esmola), Je (obter/acumular), ou seja, passear para acumular esmola.

É comum ao longo do mês de agosto, principalmente, em Salvador e nas cidades do recôncavo baiano, depararmo-nos nas ruas, com membros das Comunidades de Terreiro, com tabuleiros/balaios de Gúgúrú (“pipocas”), pedindo esmola para Ọbaluwaye. Não podemos aqui nesse espaço, detalhar o que realmente sai do quarto de Ọbaluwaye para compor o Sagbeje, isso cabe somente aos iniciados, por outro lado, podemos detalhar um pouco o que não deve ocorrer nessa importante obrigação.

Primeiramente, não podemos esquecer que Ọbaluwaye é um Òrìṣà muito perigoso e, que, todo respeito com esse senhor é pouco, logo, é uma grande ofensa a Ọbaluwaye, que durante essa obrigação, a pessoa que está na rua “pedindo esmolas”, fique conversando, dando gargalhadas, etc.

Ontem mesmo, aqui em Salvador, encontramos na rua, um senhor ricamente vestido, com joias, roupas de brilho e coloridas, na rua com o argumento que estava “pedindo esmolas” para Ọbaluwaye – um grande contrassenso! Como que alguém ricamente vestido pede esmolas? As pessoas que vão às ruas fazer o Sa’gbeje, devem estar de roupas de ração, sem joias e/ou brilhos. Lembrando que Ọbaluwaye é o santo da terra, da palha, etc.

Perfume: O Sa’gbeje é um ritual sagrado, quem o fizer deve estar purificado por meio do Omi Ẹrọ ou Agbo. Não se faz Sa’gbeje com perfume.

Gúgúrú: As “Pipocas” de Ọbaluwaye são sagradas, preparadas por pessoas iniciadas, torradas na areia. Podemos afirmar que é uma blasfêmia ir às ruas, com pipocas “estouradas” no óleo de cozinha ou no micro-ondas.

As pessoas que saem às ruas para o Sa’gbeje, o fazem pela manhã. Ọbaluwaye é uma Divindade que admira o sol, não podendo sair às ruas com essa obrigação durante à noite!

Não podemos deixar um lindo e importante ritual ser descaracterizado, deturpado e tratado de forma banal. Devemos cuidar das nossas tradições, devemos preservar nossa história!

Que Oṣumare Araka, continue olhando e abençoando todos.
Casa de Oxumarê
Em continuidade as postagem que tem por objetivo, esclarecer/disseminar importantes temas relacionados a Religião dos Deuses Africanos, vamos falar um pouco hoje sobre o cuidado com o Sa’gbeje, um importante ritual relacionado ao culto ao Òrìṣà Ọbaluwaye.

A palavra Sagbeje, pode ser traduzida da seguinte forma: Sa (passear), Agbe (esmola), Je (obter/acumular), ou seja, passear para acumular esmola.

É comum ao longo do mês de agosto, principalmente, em Salvador e nas cidades do recôncavo baiano, depararmo-nos nas ruas, com membros das Comunidades de Terreiro, com tabuleiros/balaios de Gúgúrú (“pipocas”), pedindo esmola para Ọbaluwaye. Não podemos aqui nesse espaço, detalhar o que realmente sai do quarto de Ọbaluwaye para compor o Sagbeje, isso cabe somente aos iniciados, por outro lado, podemos detalhar um pouco o que não deve ocorrer nessa importante obrigação.

Primeiramente, não podemos esquecer que Ọbaluwaye é um Òrìṣà muito perigoso e, que, todo respeito com esse senhor é pouco, logo, é uma grande ofensa a Ọbaluwaye, que durante essa obrigação, a pessoa que está na rua “pedindo esmolas”, fique conversando, dando gargalhadas, etc.

Ontem mesmo, aqui em Salvador, encontramos na rua, um senhor ricamente vestido, com joias, roupas de brilho e coloridas, na rua com o argumento que estava “pedindo esmolas” para Ọbaluwaye – um grande contrassenso! Como que alguém ricamente vestido pede esmolas? As pessoas que vão às ruas fazer o Sa’gbeje, devem estar de roupas de ração, sem joias e/ou brilhos. Lembrando que Ọbaluwaye é o santo da terra, da palha, etc.

Perfume: O Sa’gbeje é um ritual sagrado, quem o fizer deve estar purificado por meio do Omi Ẹrọ ou Agbo. Não se faz Sa’gbeje com perfume.

Gúgúrú: As “Pipocas” de Ọbaluwaye são sagradas, preparadas por pessoas iniciadas, torradas na areia. Podemos afirmar que é uma blasfêmia ir às ruas, com pipocas “estouradas” no óleo de cozinha ou no micro-ondas.

As pessoas que saem às ruas para o Sa’gbeje, o fazem pela manhã. Ọbaluwaye é uma Divindade que admira o sol, não podendo sair às ruas com essa obrigação durante à noite!

Não podemos deixar um lindo e importante ritual ser descaracterizado, deturpado e tratado de forma banal. Devemos cuidar das nossas tradições, devemos preservar nossa história!

Que Oṣumare Araka, continue olhando e abençoando todos.